Sintra interditou ao trânsito junto a pedreira na Pedra Furada

0
170

A Câmara Municipal de Sintra, na sequência de “uma vistoria” da Proteção Civil municipal às pedreiras no concelho, interditou a circulação rodoviária num caminho municipal na Pedra Furada, devido ao risco que resulta da proximidade de uma pedreira, e quer verificar a legalidade do licenciamento da exploração, informou a autarquia.

“Tivemos de interditar um troço que confina com a pedreira da Pedra Furada, porque há o risco de desmoronamento do talude, que pode afetar a integridade de um caminho público”, disse à agência Lusa o presidente da câmara, Basílio Horta.

A Rua Fonte da Figueira, na União de Freguesias de Almargem do Bispo, Pero Pinheiro e Montelavar, encontra-se na proximidade de uma pedreira em exploração na Pedra Furada e constitui o único acesso a três moradias existentes no início da via. Num despacho de 03 de dezembro, o presidente da câmara, enquanto autoridade municipal de Proteção Civil, decidiu “interditar a todo o trânsito automóvel a Rua Fonte da Figueira”, com “exceção do indispensável ao acesso às três moradias”, que “deve ser feito com as necessárias medidas de segurança”.

A legislação em vigor estipula como zona de defesa da pedreira em relação a bens a proteger a distância de 15 metros para qualquer caminho público, mas a Rua Fonte da Figueira “dista menos de cinco metros à crista de um talude da pedreira da Pedra Furada”, com “mais de 14 metros de desnível”.

De acordo com o despacho, perante esta situação, a atividade da pedreira “está a ter lugar na zona de defesa a um caminho público”.

A pedreira encontra-se licenciada pela Direção Regional de Economia, desde 1999, mas atualmente “existe o risco de um desmoronamento do talude poder afetar a integridade” do caminho público, uma vez que “as vibrações transmitidas ao solo pela passagem de veículos pesados ajudam à sua instabilização”.

“Houve uma avaliação do local e há a opinião que existe ali algum risco e que o dono da pedreira tem de repor as condições que a lei manda, que é o afastamento de 15 metros”, afirmou o presidente da junta de freguesia, Rui Maximiano.

“Não foi detetada mais nenhuma situação, embora tenhamos algumas pedreiras. A maioria está abandonada, hoje são pegos de água. A generalidade está na zona de Negrais, Maceira, Pero Pinheiro, mas em laboração há poucas”, frisou o presidente da união de freguesias.

Para Rui Maximiano, a medida visa “reduzir substancialmente o tráfego” e, principalmente, “não permitir o tráfego de pesados, que oferecem maior risco”, com o objetivo de “diminuir a frequência e o peso, para não haver condições de surgirem problemas”.

O autarca referiu, no entanto, que “o alcatrão não tem fissuras” e a exploração de mármores e britas atualmente naquela pedreira já não passa pela retirada de blocos, mas de “pedra mais miúda”.

 

Fonte: Lusa