Sintra, Economia 20/30

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Sintra, Património Mundial da Humanidade desde 1995, um município que visa os interesses dos seus municípes e o seu posicionamento na economia em Portugal e no Mundo, organizou um congresso onde se analisaria e debateria actividades económicas centradas no concelho porém sempre na perspectiva da economia nacional, o congresso “Sintra, Economia 20/30”. Citando Basílio Horta, presidente da câmara municipal de Sintra “Este congresso não será um ponto de chegada, será um ponto de partida para Sintra na década 20/30”. O Centro Cultural Olga Cadaval foi o palco escolhido para o congresso, no passado mês de outubro.

Basílio Horta abriu o congresso “Desde o primeiro mandato adotamos e desenvolvemos uma estratégia de proximidade ao nosso tecido empresarial, porque entendemos que a melhor forma de fazer política social é criar emprego. Assim se estimula a economia pela procura e se confere dignidade às pessoas e às famílias”.  Adiantou que “O orçamento municipal para 2019 atingirá os 205 milhões de euros” e o município continuará a ser “o principal investidor no concelho, prevendo até 2021 investir cerca de 160 milhões de euros”

Contaram com a presença na sessão de abertura do primeiro ministro António Costa, que felicitou a autarquia pela iniciativa “este congresso é um bom exemplo de como as autarquias locais conhecem bem qual é a prioridade da sua ação hoje. A principal prioridade de uma autarquia local é trabalhar e concentrar-se no desenvolvimento económico e social dos seus territórios, assim contribuindo decididamente para podermos ter um país onde a economia continue a crescer e a gerar emprego mais e melhor e Sintra é desse ponto de vista um exemplo”. António Costa citou que a chave para dar continuidade ao sucesso conseguido é a confiança e a comunidade “O sol brilha” foi a expressão utilizada pelo primeiro ministro.

Um encontro onde foram debatidas várias questões, problemas e apresentadas propostas de solução a médio e a longo prazo, sobre diversos sectores de actividade – agricultura, comércio, indústria, serviços, mobilidade, turismo e educação. Uma das propostas mais discutidas pelos participantes foi a criação de um instituto superior de ensino em Sintra, a Drª Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, confirmou que em 2020 vão abrir uma faculdade de medicina no campus de Sintra, junto ao Tagus Park, reabrindo as portas da antiga faculdade de engenharia, que fechou há 5 anos.

Outras soluções apresentadas foram a criação de uma ligação entre a marca Sintra e os seus produtos e serviços e um inquérito populacional visto que o útlimo dirigido pelo Instituto Nacional de Estatística foi em 2001. Joana Pascoal, presidente da Associação de Turismo de Sintra enunciou que nestes estudos apenas 80 unidades hoteleiras são contabilizadas, pois só são ponderadas instalações que acomodem mais de 10 hóspedes, enquanto que Sintra possui cerca de 200 estabelecimentos para os turistas passarem a noite, apenas 20% dos turistas que visitam Sintra ficam a pernoitar no concelho, a criação de mais dinamismo, informação e divulgação seriam passos a seguir para a mudança destes dados. Também presente o presidente do concelho de administração do Grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida em resposta aos dados apresentados por Joana Pascoal enalteceu a importância de manter a presença da cultura portuguesa e não cair no erro de adaptar tudo aos turistas, a cultura é um dos pontos chave de atrativade turística.

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República encerrou o congresso, “saudade de ser autarca” foi uma das razões destinguidas pelo presidente para a sua presença no congresso, porém a sua dimensão fez com que não hesitasse ao seu convite “tive a intuição que este congresso é um congresso estruturante pela forma como foi preparado, pela forma como foi concebido, um município com particulares responsabilidades e especiais oportunidades, porque nasceu com praticamente tudo menos aquilo que depende de nós.” No seu discurso deu a volta ao mundo, reflexões da europa e do mundo, que enfrentam hoje desafios complexos tal como Portugal “se chamo à colação o mundo e a europa é porque percebo que aqui se tratou de Sintra mas também se tratou de Portugal e portanto se tratou da Europa e do Mundo, não são fenómenos dissociáveis”. Terminou o seu discurso com um agradecimento tanto à câmara  como as seus empresários e a todos os sintrenses “O vosso objetivo é fazer de Sintra uma realidade vencedora, económicamente vencedora, socialmente vencedora, culturamente vencedora assim sendo, em nome de Portugal eu vos agradeço.”